Há várias gerações que os palhaços povoam o imaginário infantil. Alegres e divertidos, arrancam gargalhadas trinadas às bocas desdentadas dos petizes.
Mas não se pense que essa é uma tarefa fácil, pois fazer rir, é mais difícil do que fazer chorar.
Prazer moral, estado de ânimo, capacidade espontânea, o chamado sentido de humor conjugado com o contexto global e particular de cada um determinam a capacidade de nos rirmos, ou não.
A intensidade do riso, que pode ir do riso indelével até a gargalhada profunda e muitas vezes acompanhada por lacrimejar esfuziante, tem a ver não apenas com aquilo que intelectualmente nos origina a boa disposição, mas também com o nosso contexto afectivo.
Rir, seja em que circunstâncias for e independentemente da intensidade com que o mesmo se processa, é sempre um exercício salutar, não apenas do ponto de vista psicológico como físico.
Mas é o riso das crianças aquele que, indiscutivelmente, se nos apresenta como o mais sincero e profundo dos risos.
Quantas e quantas vezes o seu gargalhar trinado e divertido nos contagia e nos faz, incontidamente, rir também.
Rir é, pois, sempre uma actividade positiva e regeneradora do qual o ideal seria nunca nos afastarmos.

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